Porquê, e só Agora!?

Decidir-se publicar um órgão de informação é assumirmos os riscos por tal. Ficarmos sujeitos aos inúmeros e diversificados factores que, permanentemente, condicionam a sua constante preparação.

Manter a sua periodicidade, a nível nacional, podendo contar unicamente com um reduzido número de colaboradores e a quase nulidade de meios, é uma aventura.

Estávamos então em 1997.

Tendo a percepção do total vazio de informação agrícola, sobretudo para agricultores, e das consequências que o mesmo representava para o desenvolvimento do nosso Meio Rural, decidi iniciar a publicação do CRISOPA. Mesmo consciente que esse projecto pudesse vir a ser assaz ambicioso, e daí resultasse num futuro próximo querer dar “um passo maior que a perna”, não vacilei.

A 21 de Dezembro de 1997, exactamente 5 anos após a escritura e registo da formação da AVAPI (21 de Dezembro de 1992) era publicado o número um do CRISOPA.

Os primeiros testemunhos confirmavam a boa aceitação e a importância que o CRISOPA representava para o nosso complexo tecido rural. Depois, foi uma caminhada sempre a olhar em frente, coadjuvada sobretudo pela crescente adesão dos colaboradores, sem os quais, nunca será demais referi-lo, nada teria sido possível.

O último número (165) foi publicado a 21 de Dezembro de 2015, exactamente 18 anos após o seu início, dia em que a AVAPI tinha já percorrido 23 anos de existência.

Dezoito anos de satisfação a publicar um jornal de agricultura para agricultores e técnicos, de forma isenta.

Ainda bem que não vacilei.

Durante todo este percurso, foram insistentes propostas e pedidos para que o CRISOPA passasse também a ser publicado on-line, tornando-se desta forma mais acessível a um número muito maior de utilizadores. Tal só não sucedeu, devido exclusivamente à minha relutância, a qual, hoje reconheço, ter sido um erro entre tantos outros. Concordo.

Passados que são três anos após terminar a sua publicação, é bastante gratificante que continue ainda hoje a receber contactos para saber do CRISOPA, e até, note-se, sobre a forma de como poder efectuar a sua assinatura…

Neste contexto, nada justifica que, embora tão tardiamente, me negue a avançar com a edição on-line. Assim, aqui estaremos a partir de hoje, disponibilizando a todos que o desejem, a totalidade dos 165 CRISOPA publicados.

Se o CRISOPA foi, na verdade, um contributo único que a AVAPI, como sua proprietária, proporcionou, outras publicações, como COMPANHEIRO DE CAMPO e CADERNOS RURAIS foram, de igual forma, marcos fundamentais e marcantes da sua passagem enquanto organização agrícola.

Não se entenderia assim que a sua divulgação não seja feita de igual on-line, o que sucederá nesta “nova fase” deste projecto.

Não posso de forma alguma concluir esta introdução sem manifestar a minha mais elevada e sincera gratidão a todos que tornaram possível este, sem modéstia, meu inicial projecto. Aqui cabem, para além dos ilustres autores e compositores dos artigos técnicos (que tanto me aturaram), as empresas que possibilitaram o seu suporte económico, as entidades distribuidoras disseminadas por todo o país, e aqueles que de qualquer forma, mesmo incipiente, contribuíram para que este projecto vingasse e se mantivesse de forma tão eloquente.

Por tudo isto e só agora, aqui ficamos disponíveis para quem, e como sempre, queira continuar a ler-nos, ou, reler-nos.

                                                                                               Carlos Matias


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