História

É inegável a importância que a AVAPI teve no processo de desenvolvimento da Produção Integrada em Portugal. A ousadia e o pioneirismo de muitas das suas iniciativas, quer a nível de eventos públicos (Colóquios, Conversando Sobre, Serões Agrícolas), quer pelas suas publicações escritas (Companheiro de Campo, Cadernos Rurais), e redação do jornal CRISOPA, foram, entre outras, marcos que não poderão ser ignorados. Menos ainda, todos os que, de forma mais ou menos visível, contribuíram para que ao longo de 23 anos a AVAPI fosse uma realidade presente e acessível, junto da generalidade de técnicos e agricultores mesmo além-fronteiras. Neste contexto, é assim de inteira justeza deixarmos este site como testemunho que peca por tardio.    

 

1977 – 1991 – O FERMENTO

Reescrever a história da AVAPI implica fazer referências a alguns anos mais remotos ao seu registo oficial, o qual foi feito por escritura notarial em Alcobaça a 21 de Dezembro de 1992.

A partir de 1977 entre alguns fruticultores da região de Alcobaça e a então Estação Nacional de Fruticultura Joaquim Vieira Natividade (ENFVN), estabeleceram-se contactos mais especificamente com o Sector de Entomologia que, mais tarde viria a tornar-se no Laboratório de Proteção Integrada (LPI) da mesma Estação, cujo objetivo era a  resolução dos complexos problemas fitossanitários, sobretudo em pragas. A psila da pereira era já então uma praga chave que comprometia a generalidade da produção dos seus pomares nas regiões produtoras de pera. Fruto dessa aproximação, rapidamente se evoluiu da aplicação sistemática dos mais agressivos fitofármacos, designada então como Luta Química Cega, para uma redução significativa dos mesmos através do método da Proteção e mais tarde para a Produção Integrada com resultados bastante significativos na melhoria das produções, e naturalmente na economia dos produtores.

1989 – 1990 – AS MOTIVAÇÕES

Aquela proximidade com a ENFVN, e a realização em 1989 do COLÓQUIO INTERNACIONAL DE PROTECÇÃO INTEGRADA EM POMARES DE PERIRA sob a égide da OILB (Organização Internacional de Luta Biológica) que delegou no Sector de Proteção Integrada da ENFVN total responsabilidade para a realização do mesmo na ENFVN, foi sem dúvida a génese para que em Portugal a fruticultura passasse a ser encarada por parte dos fruticultores de forma radicalmente diferente. Estiveram presentes a generalidade dos grandes especialistas de Proteção Integrada a nível mundial, apresentando e discutindo entre si os mais recentes avanços das metodologias na defesa fitossanitária em fruticultura. Foi notória e chamou a atenção o facto de entre os 200 participantes, vindos de 16 países, a presença de um número significativo de fruticultores portugueses. Se tivermos em consideração que o valor a pagar por cada inscrição individual foi de 20.000$00 (100 € atuais), mais ainda valoriza a sua decisão.

1990 – O GRANDE PASSO

As realidades e as experiências que lhes foram transmitidas no Colóquio Internacional, levaram-nos a pensar que também eles seriam capazes.

Então, um grupo de 7 fruticultores do concelho de Alcobaça juntou-se e tomaram uma decisão totalmente inédita entre nós. Unilateralmente, chamaram a si a responsabilidade de suportar proporcionalmente às áreas dos seus pomares as despesas inerentes à contratação de um auxiliar de campo para que o mesmo, sob coordenação do LPI/ENFVN, fosse preparado por este Laboratório, de forma a proceder às contagens e observações básicas nos pomares de cada um.

Pelo que representa ainda hoje esta atitude pioneira a nível associativo em Portugal, decisão motivada unicamente pelo querer apoio técnico, porque tal não obedeceu a qualquer contrapartida financeira (subsídio), é justo, no mínimo, deixar aqui o registo dos seus nomes:

ALVARO LOUREIRO MATEUS

ARMANDO DE SOUSA
 
GABRIEL VICÊNCIO XAVIER
 
JOSÉ EDUARDO DE SOUSA
 
JOSÉ FRANCISCO NICOLAU
 
JOSÉ DA MAIA JARDIM
 

MÁRIO LOUREIRO MATEUS

Poucos quilómetros mais a sul, na aldeia da Sobrena (Cadaval) onde a produção de pera Rocha é soberana, uma outra iniciativa, surgiu. Ligados a uma organização APAS, um grupo mais alargado de fruticultores, recuperaram uma viatura da ENFV, e assim tornaram possível ao técnico do Laboratório de Protecção Integrada uma visita todas as semanas aos seus pomares. Esta estrutura, era diferente da então existente em Alcobaça. Antes da visita semanal, selecionavam entre si quais os pomares que mais graves problemas apresentavam e deveriam ser visitados. Não só pelo técnico do Laboratório, mas por todos os agricultores. Era assim que todas as terças-feiras, cerca das 8.30 da manhã se reuniam no café do Damásio. Depois, era o calcorrear de pomares uns atrás dos outros onde todos aprendiam entre si. Como dinamizadores desta iniciativa aqui ficam igualmente os seus nomes:  

PAULO RENATO

CARLOS SOARES JUSTINO
 
JOÃO AUGUSTO
 
RUI SOARES

 

 1992 – ANO DO DESASSOSSEGO

Era demais evidente que as coisas caminhavam a passos largos para que fosse possível uma estrutura personalizada nos próprios agricultores.

Neste contexto, entendeu o técnico do LPI justificar convidar os fruticultores que com ele mais próximo vinham trabalhando a reunirem-se no dia 19 de Novembro na ENFVN.

Responderam e estiveram presentes pelas 15 horas:

ALVARO MATEUS LOUREIRO         PÓVOA

ANTÓNIO CÂNCIO LUIZELLO        SOBRENA

ANTÓNIO CARDOSO LEMOS          VILA FRANCA DE XIRA

ANTÓNIO ROQUE CRUZ                CASAL DA AREIA

ARMANDO DE SOUSA                    ALFEIZERÃO

CARLOS A. C. MATIAS                  ALCOBAÇA (Técnico do LPI/ENFVN)

CARLOS SOARES JUSTINO           SOBRENA

JOÃO AUGUSTO                             SOBRENA

JOSÉ DA MAIA JARDIM                 ALFEIZERÃO

JOSÉ EDUARDO DE SOUSA            CASAL VELHO

JOSÉ FRANCISCO NICOLAU         VALADO S. QUITÉRIA

MÁRIO MATEUS LOUREIRO         ANDAM

PAULO RENATO V. SILVA              SOBRENA

GABRIEL VICÊNCIO XAVIER       PÓVOA

Perante o trajeto até então feito por todos, as vantagens e dificuldades inerentes de assumir uma decisão arriscada, relativamente ao se avançar para a constituição de uma Associação de Proteção Integrada única em Portugal, não vacilaram assumindo que estavam preparados. Uma Associação que lhes proporcionasse apoio técnico. Por cada um foi assumido suportar os encargos através de uma quota. Aproveitar a estrutura já existente iniciada pelos 7 fruticultores dando continuidade ao auxiliar de campo. Era fundamental fortalecer a ligação à Estação de Fruticultura com um protocolo que lhes possibilitasse a garantia do seu apoio. Por último, era imperativo passar a mensagem a outros fruticultores para que aderissem a esta iniciativa. Agendaram para apenas 8 dias depois, 27 de Novembro nova reunião. De 14 passaram a 19. Não muitos mais. Mas suficientes para avançarem.

De acordo com a convocatória para o efeito elaborada, iniciaram os trabalhos. Discutiram os problemas de cada um que eram afinal os mesmos de todos: falta de apoio atempado e qualificado. Fizeram contas às despesas previstas, e aceitaram o nome AVAPI proposto por Carlos Matias.

Não havia tempo a perder, nem se podia deixar que o entusiasmo se esfumasse, pelo que era urgente aprovar estatutos, eleger corpos gerentes. Tudo isso sucedeu a 12 de Dezembro. Como corpos sociais foram eleitos:

DIRECÇÃO

                                               PRESIDENTE                                      CARLOS MATIAS

                                               VICE-PRESIDENTE                            PAULO RENATO DA SILVA

                                               SECRETÁRIO                                      MÁRIO MATEUS LOUREIRO

                                               TESOUREIRO                                     JOSÉ DA MAIA JARDIM

                                               VOGAL                                                JOSÉ EDUARDODA SILVA SOUSA

 

ASSEMBLEIA GERAL

                                   

PRESIDENTE                           JOSÉ FRANCISCO NICOLAU

1º SECRETÁRIO                     ANTÓNIO CÂNCIO LUIZELLO
 
2º SECRETÁRIO                                      JOAQUIM RIBEIRO

 

CONSELHO FISCAL

 

                                    PRESIDENTE                          ANTÓNIO CARDOSO LEMOS

                                    1º VOGAL                             ANTÓNIO ROQUE CRUZ

                                    2º VOGAL                             RUI MARQUES SOARES

 

Por escritura Pública a Associação para a Valorização Agrícola em Produção Integrada foi registada em 21 de dezembro de 1992 na Conservatório de Alcobaça.

 

SEM QUALQUER SUBSÍDIO PAGARAM PARA FAZER PRODUÇÃO INTEGRADA

Os subsídios não existiam, nem se equacionavam, mas não era esse o espírito dos fundadores da AVAPI. Para fazer face às despesas, a quota de cada associado seria em função da área inscrita, sendo aceite que toda a área explorada teria de ser inscrita na Associação para que desta forma não houvesse desigualdades. A equidade era uma constante.

Com uma joia de inscrição de 15 contos (75 €), a quota anual mínima para uma área até 1 hectare era de 6 contos (30 €), até 5 hectares 48 contos (240 €), 10 hectares 83 contos (415 €), 20 hectares 125 contos (612,5 €). Havia associados com área superior a estes exemplos.

Nos anos que seguiram a AVAPI com sede em Alcobaça estendeu-se a todo o país, tendo estabelecido delegações ao longo da sua existência em Beja, Faro, Ferreira do Zêzere e Moimenta da Beira.

Tal desenvolvimento implicou a adaptação que naturalmente teve de ser efetuada a nível de meios humanos, técnicos, administrativos e físicos. As modificações operadas estão representadas no quadro seguinte até ao ano 2000, se bem que a sua vida ativa se mantivesse até final de 2016.

Todas as delegações foram dotadas com o número de técnicos estabelecidos legalmente para dar apoio às áreas inscritas nas mesmas, sendo às mesmas de igual modo atribuído o número de viaturas, instalações e técnicos administrativos. O aspecto humanitário foi uma constante por parte dos responsáveis da AVAPI pelo que integrou sempre os seus técnicos nas delegações próximas das suas residências.

1993 – Comprar uma viatura sem dinheiro – E comprou-se. A 22 de Janeiro estava reunido o total do valor que a generalidade dos Associados, numa entrega voluntária entre os 20 e os 30 mil escudos disponibilizaram. O retorno do mesmo, foi feito quando houve disponibilidade para tal, livre de quaisquer encargos para a AVAPI. Continuavam sem quaisquer subsídios.

INICIATIVAS VÁRIAS E ÚNICAS

1995 – Bolsas para estagiários – Na continuidade, e ao abrigo do protocolo anteriormente estabelecido com a ENFVN, estabeleceu a AVAPI criar duas bolsas de estudo para estudantes recém-formados que desejassem realizar os seus estágios naquela Estação no Laboratório de Protecção Integrada. Tal decisão foi confirmada por ofício ao Sr Presidente do INIA em 9 de Março de 1995

2007   1º Concurso de Vinho dos Produtores Associados da AVAPI –  A 29 de Março 23 dos nossos produtores concorreram com os respectivos vinhos, que foram submetidos às provas com base nas normas nacionais e oficiais por prova cega, foi realizada na sala de provas da Comissão Vitivinícola Regional dos Vinhos da Estremadura, tendo como júri os reconhecidos enólogos, Engenheiros MARIA LUCINDA ABRANTES, JOSÉ ANTÓNIO FONSECA e MIGUEL MÓTEO

Foram concorrentes:

 

A classificação final ficou estabelecida da seguinte forma:

 

VINHOS BRANCOS PREMIADOS

 

“DIPLOMA DE PRATA”

 

– “QUINTA DA SAPEIRA 2005” DOC   – Inês Alexandra Leal F. P. Bernardino

                                                                                                                                                                                                

– “ENCOSTA DO SOBRAL 2005”  – Encosta do Sobral, Sociedade Agrícola Ldª

– “BRASONADA 2003” DOC Encostas d’Aire  – Agro-Quinta de S. Gens, S.A.

 

VINHOS TINTOS PREMIADOS

“DIPLOMA DE OURO”

– “HERDADE DOS LAGOS RESERVA 2004” – Sociedade Agríc. Herdade dos Lagos, Lda

“DIPLOMA DE PRATA”

– “ENCOSTA DO SOBRAL CABERNET SAUVIGNON RESERVA 2004” VR Alentejano – Encosta do Sobral,Sociedade Agrícola, Lda

– “HERDADE DOS LAGOS RESERVA 2003”– Sociedade Agríc  Herdade dos Lagos, Lda
– “HERDADE DOS LAGOS 2004”  – Sociedade Agrícola Herdade dos Lagos, Lda
– “QUINTA DA SAPEIRA 2005” DOC   –  Inês Alexandra Leal F. P. Bernardino
-“ENCOSTA DO SOBRAL RESERVA 2004” – Encosta do Sobral, Sociedade Agríc, Lda
– “MONTE BARRÃO COLHEITA SELECCIONADA 2005” VR – Sociedade Agríc do Monte Barrão Ldª
– VINHO DA COLHEITA DE 2006 Produzido na propr. “Monte Novo do Rodeio”, Aviz – Alentejo – Joâo Alcario Rato
– “QUINTA DA SAPEIRA ALFROCHEIRO 2003” – Inês Alexandra Leal F. P. Bernardino
– “VALE DA CALADA 2003” VR Alentejano – Herdade da Calada-BCH, S.A.
 
 

  

PUBLICAÇÕES SUA VARIAÇÃO NO TEMPO

1993 – Um boletim de tempos em tempos – Em finais de 1992, como se nada mais tivéssemos para fazer, começámos a “magicar” que talvez fosse interessante, e talvez fossemos capazes de dar mais uma outra ajuda aos agricultores, mesmo para além dos nossos Associados. O Agricultor em geral. Publicar de tempos a tempos, um boletim informativo. Pusemos mãos à obra. O primeiro, publicado a 19 de Fevereiro de 1993 foi limitado a duas simples folhas A4 que batemos à máquina. Depois houve que passá-lo à impressora, quase manual. Tudo isto ainda na Estação de Fruticultura, local onde a nossa primeira SEDE funcionou. Aqui fica a primeira página do “O CRISOPA” e não “CRISOPA”, onde se preconizou o tratamento de inverno; Óleo de Verão Simples sem Paratião a qua se juntava o DNOC.

A partir de finais do mesmo ano, foi a sua imagem melhorada substancialmente com logotipo oficial, de autoria do reconhecido escultor alcobacense JOSÉ AURÉLIO. Publicamos nesse número um editorial que nos trouxe os primeiros atritos, os quais aliás pode dizer-se, quase sempre nos acompanharam ao longo de toda a nossa actividade. Porque irreverentes, por vezes muito inconvenientes.

COLÓQUIOS

A partir de 1994 interrompemos a publicação regular do boletim O CRISOPA. A partir deste mesmo período sucederam-se, talvez, as iniciativas mais mediáticas da AVAPI a nível nacional. Um conjunto e intensíssimo programa de colóquios e reuniões técnicas entre as quais ficaram notáveis:

6 de FRUTICULTURA / 4 de VITIVINICULTURA / 4 de APICULTURA – Na sua maioria realizados em parceria com entidades oficiais, nomeadamente; Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade, Estação Vitivinícola Nacional de Dois Portos, Direção Regional do Oeste, Direções Regionais de Moimenta da Beira, Lamego, Viseu e Faro.

CONVERSANDO SOBRE

Reuniões de técnicos, todos os 15 dias. Inicialmente mais dirigidas para o seu departamento interno, mas que cedo, pela sua importância na atualização do estado da generalidade das culturas, passou a ser aberto à generalidade de outros técnicos, na sua grande maioria vindos das mais diversas Direções Regionais, e outras organizações.

 

26 SERÕES AGRÍCOLAS

Inesquecíveis. Ao longo de mais de dois anos, mensalmente. À semelhança de Conversando Sobre, SERÕES AGRÍCOLAS eram reuniões de abordagem técnica em que eram debatidos temas específicos da agricultura em geral. Professores catedráticos como ÁRIO LOBO de AZEVEDO, técnicos estrangeiros vindos do INRA (França) e os melhores especialistas nacionais estiveram presentes. Serões Agrícolas trouxeram a Alcobaça milhares de técnicos, agricultores, empresas, vindos de todo o país. Inicialmente realizaram-se num restaurante contíguo à sua Sede. Rapidamente se concluiu que o espaço era exíguo pelo que se optou por um maior, o qual sem demora provou igualmente não se adequar ao contínuo crescente número de participantes.

Uma parceria com o Hotel Santa Maria proporcionou finalmente o espaço ideal para o efeito. Com um limite de inscrições de 200 pessoas passavam-se as noites que eram sempre curtas. Com inicio às 20 horas, entravamos madrugada dentro sem que ninguém arredasse pé. Foram 26 SERÕES AGRÍCOLAS que deixaram marcas e desejos de continuar a cada um dos que neles mais participaram.

 

1999 – 2004 – COMPANHEIRO DE CAMPO – Os apelos, e o sentir que na realidade a existência do Companheiro de Campo representava para a generalidade dos agricultores uma ferramenta fundamental para o seu dia-a-dia, justificou o retomar desta publicação. Assim, com nova imagem, esta nova série iniciou-se a 20 de Outubro de 1999 e publicou-se com uma periodicidade quinzenal até 9 de Agosto de 2004 num total de 85 números. A partir desta data, passou a ser inserido em espaço próprio de todos os números do CRISOPA.

2004 – 2012 CADERNOS RURAIS – Numa vertente diferente das iniciativas anteriormente, publicou a AVAPI ao longo deste período 8 Cadernos Rurais que versaram temas da fruticultura, viticultura, rega, aplicação de produtos, colheita, aromáticas os quais são concretamente:                               

1997 – 2015 – FINALMENTE um jornal – CRISOPA

Se o objectivo inicial da AVAPI era a prestação de apoio técnico, não tardou outras iniciativas sempre ligadas ao desenvolvimento agrícola se sucedessem como antes já referidas. Porém ninguém equacionava que fosse possível uma organização como a AVAPI, completamente inexperiente em comunicação social, se empenhasse seriamente na redacção e publicação de um jornal, com uma periodicidade mensal, distribuição nacional, completamente gratuita. Sem qualquer coordenação externa…

Por vezes dizemos “ainda bem que há malucos”. Já o tínhamos sido aquando da formação da AVAPI. Melhor fizemos ao iniciarmos a publicação do CRISOPA.

A 21 de Dezembro de 1997, precisamente no dia do 5º aniversário da AVAPI publicou-se o primeiro número do CRISOPA. Não foi por acaso também que, a 21 de Dezembro de 2015, dezoito anos depois, no 23º aniversário da AVAPI, se publicou o seu 165 e último número. Foram 18 anos de uma vivência única, de entre ajuda de todos os que voluntariamente deram tudo o que lhes foi pedido em prol dos outros. Foram sem dúvida os grandes obreiros do CRISOPA, e que sem os quais, a AVAPI, não teria sido o que na verdade foi.

 

Não é possível transcrever nestas linhas de forma adequada toda a história da AVAPI. Muito mais haveria que contar e partilhar. Porque nem sempre pensamos na importância que têm o registo de determinados momentos para memória futura, só posteriormente lamentamos o quanto deixamos perder. Coisas simples, terrivelmente importantes. Assim aconteceu connosco relativamente à história da AVAPI. Os bons e os maus momentos, para quem teve o privilégio de os viver, ficarão sempre. Foram 23 anos, 8.495 dias. Passaram rápidos, souberam a pouco. Poderíamos ter feito muito mais e, melhor.

 

PUBLICAÇÕES DISPONÍVEIS

Dispõe a AVAPI em arquivo algumas das suas publicações: “CADERNOS RURAIS” e “CRISOPA”. Aos que o desejarem, e manifestarem esse interesse, através do contacto do nosso site, poderão os mesmos serem enviados.

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